Indicados ao VMB 2012 distribuidos pela Tratore

Dentre as 6 categorias do Video Music Brasil 2012, a Tratore tem cinco indicados entre seus distribuídos. Os indicados foram anunciados na última sexta-feira dia 20 de Julho, e a cerimônia está marcada para o dia 20 de Setembro. Ja é possível votar no seu artista preferido no site do VMB. Veja a lista dos parceiros da Tratore que estão concorrendo:

Criolo, foi o grande vencedor do VMB 2011 com os prêmios de Melhor Disco com o aclamado Nó na Orelha e Melhor Música com Não Existe Amor em SP. Este ano ele está concorrendo em duas categorias, Melhor Artista Masculino e clip do Ano com o video para a música Mariô, que tem direção de Del Reginato.

Com a música Passione do seu segundo disco Setembro, Junio Barreto está concorrendo a Clip do Ano. Em distribuição pela Tratore desde o seu primeiro disco de 2004. Com direção de Lirio Ferreira e Alexandre Stockler, no clip o artista vem acompanhado por figuras como Zé Celso, Mariana Ximenes, Xico Sá e pela banda Mombojó.

Lurdez da Luz, apesar de não lançar disco desde 2010, veio com toda força este ano com o indicada aos prêmios de Melhor Artista Feminino e a Clip do Ano com o video para a música Levante. Direção de Ricardo Magrão.

A banda O Terno está concorrendo ao prêmio Aposta MTV. Em seu primeiro disco 66, O Trio mostra um rock versátil e bem humorado. Das dez faixas da banda cinco são composições da banda e a outra metade são de autoria de Mauricio Pereira (Mulheres Negras) que também participa da gravação das faixas. Veja o ótimo clip da faixa título do disco, 66, dirigido por Marco Lafer e Gustavo Moraes:

Garotas Suecas, banda recém chegada à Tratore, está concorrendo a Clip do Ano com o divertidíssimo clip para a música Não Vá Se Perder Por Aí. Direção de Arthur Warren e Gustavo “Suza” Suzuki com os ótimos bonecos de Leon Leoks que dão um toque especial à narrativa da história.

Visite o site do VMB 2012 e vote nos seus favoritos!

Entrevista: Rodrigo Lariú – Midsummer Madness

Rodrigo Lariú, figura ímpar na cena da música independente brasileira, nos concedeu uma entrevista na qual fala sobre o seu selo Midsummer Madness. Nascido em Niterói, ele fala da trajetória que levou o seu fanzine a virar um selo e o que mudou de lá pra cá.  Com 23 anos de idade e atualmente 25 títulos em distribuição pela Tratore, o selo vem desde o começo descobrindo e fomentando música alternativa de qualidade, sem se restringir a gêneros, mas sempre com uma curadoria cuidadosa. Segue a entrevista:
Como e quando começou o Midsummer Madness?
O midsummer madness começou em 1989 como um fanzine (por isso é “o” midsummer madness). A primeira edição saiu com 10 páginas em xerox nas férias de julho daquele ano. Começei a fazer o zine com 15 anos, ainda estava no colégio. Fiz porque já ouvia umas bandas que ninguém conhecia e era “o estranho da escola”. A Bia Lamego (vocalista e guitarrista das Drivellers e Stellar, hoje Enseada Espacial) tinha 14 anos e também gostava de “bandas esquisitas”. E ela me emprestou os primeiros fanzines que eu vi. Adorei aquela estória de poder fazer sua própria “revista”. Minha mãe era historiadora, envolvida com a resistência à ditadura, sempre havia estimulado a auto-produção, imprensa alternativa, etc (o que a gente conhece como DIY). Ela faleceu em 1984, bem antes de eu começar a fazer fanzine, mas quando viva, trabalhou na UFF (Universidade Federal Fluminense) com o Moacy Cirne, grande conhecedor de ficção científica e quadrinhos.Ela me apresentou a ele, e sem entender muito bem, tive mais um contato com a tal “imprensa alternativa”, afinal, a origem dos fanzines está nas revistas de ficção científica e não no movimento punk, como todos devem saber…
Fiz a primeira edição nas férias de julho de 1989, com umas pautas bem loucas. Mandei pouquíssimas cópias para alguns informativos da época e o feedback foi muito bom: o jornal O Globo falou do mm no Rio Fanzine, a revista Animal elogiou o zine no encarte MAUDITO, que era editado pelo Fábio Zimbres, etc. A partir dai, entrei no network dos fanzines brasileiros e fiquei entusiasmado.
Na 2ª edição (que na verdade era o nº1, o primeiro havia sido o nº zero), eu começei a falar de bandas brasileiras. Eu achava meio chato ficar cortando, copiando, colando e traduzindo o que saia nos semanários de música estrangeiros. Minha pilha junto com meus amigos de Niterói, onde eu morava, era da gente fazer nossas próprias matérias jornalísticas. A turminha era eu, minha irmã, a Bia, o Cadu (que já era fotógrafo na época), meu primo e alguns amigos. A gente saía juntos para entrevistar, tirar fotos e depois um diagramava a página, outro escrevia o texto e assim ia.
Você ainda faz o fanzine?
Sairam 9 ou 10 edições do midsummer madness. Os números zero e 1 em 1989 e 1990, depois o nº 4 em 1991, que foi o primeiro a sair com uma fita cassete encartada; o nº 5 também teve fita. Acho que o número 6 foi feito quando eu já estava na UFRJ e, se não me engano os nºs 7 e 8 foram feitos em gráfica, já com ajuda da Gabriela Dias (que depois foi editar o Panacea) e do Dodô (baterista da Pelvs). Parei de fazer o zine em 1994 ou 1995, quando a internet começou a aparecer por aqui.
Em 1994 eu criei a gravadora porque o lance das fitas encartadas no zine tinha dado super certo. Por causa das coletâneas do zine, eu começei a receber um nº grande de demos de bandas de todos os cantos do Brasil. Nessa época, eram poucos zines fazendo isso mas havia um mercado underground de fitas demo, vinis e CDs alternativos (como eram chamados os independentes da época) bem grande. Me lembro que durante alguns meses a Folha de SP ou o Estadão resolveu publicar um top 10 de vendas dos CDs independentes. O negócio estava borbulhando…

Histórico festival nos anos 90 dedicado a Lariú

Pra mim, lançar as fitas demos era o mesmo que lançar fanzines, só que seriam fanzines autorais, com as músicas das bandas. Eu faria toda a parte de produção, distribuição e divulgação das demos. Mas, para a imprensa da época, era uma “gravadora de fitas cassete”. O mais engraçado é que eu fiz todas estas coisas no instinto… mas depois fui descobrir que, por exemplo, a Sub Pop tinha uma trajetória parecida: começou no fanzine, lançou fitas cassete e virou gravadora.
Não faço mais o zine em papel desde 1997, se não me engano. Fiz alguma ediçoes de 4 ou 8 páginas para distribuir em festas, mas só isso.
Pode falar alguns artistas que passaram pelo seu selo? Quem faz parte do Midsummer Madness hoje em dia?
Eu sempre me perco nessa conta… acho que são 60 a 70 artistas que já passaram pelo midsummer madness. Se a gente contar os artistas das coletâneas, dai são mais de 100. Considero que todos ainda fazem parte do midsummer madness. Eu me organizo em 3 catálogos diferentes: o catálogo de EPs, que engloba as fitas cassete, os CDRs e os EPs online que lançamos até hoje; o catálogo de CDs, que começou em 1997 com Pelvs e Cigarettes e está chegando no mmcd32 com o Supercordas novo, que vai sair agora em agosto; e o terceiro e menor catálogo que é o de singles online, que são umas músicas soltas que a gente poe só no http://mmrecords.com.br
Nem todas as bandas estão disponíveis no site ainda… Nossa meta é digitalizar e disponibilizar todos os 3 catálogos na íntegra. Mas ainda falta muita coisa. O catálogo de EPs tem mais de 120 títulos, o de CDs tem 32 discos, e o de singles tem 14 títulos. São mais de 1000 músicas!
Veja essa entrevista que Lariú deu em 2009 para o blog Last Splash sobre os 20 anos do Midsummer Madness
O que você viu mudar na cena independente desde quando começou com o selo até agora?
Muita coisa… nem sei responder isso. Acho que a maior mudança foi na função de uma gravadora. No começo, meados dos anos 90, a gente era bem paternalista e centralizador. A gente pegava a banda para lançar e fazíamos tudo: prensar, registrar, distribuir, promover, marcar shows, criar festivais. De uns tempos para cá, se banda e midsummer madness não estão na mesma frequência de pensamento, só pode dar errado. Hoje a banda tem que trabalhar junto com gravadora.
E me irrita um pouco o papo de que gravadoras são desnecessárias… desde quando ter um parceiro jogando a favor é desnecessário? Quem fala que gravadoras são inúteis são as pessoas que estão pensando em gravadoras no formato old school, coisa que o midsummer madness nunca foi.
Quais os próximos planos/lançamentos do seu selo?
Acabamos de lançar o primeiro vinil em 23 anos de história, o 3º disco do Cigarettes, viabilizado por crowdfunding. São 250 cópias em tiragem de colecionador, com apoio fundamental da Locomotiva Discos, em 180g, prensado no exterior, coisa finíssima. Também lançamos um tributo ao Second Come com 29 bandas, sendo 23 em digipack e 6 online. Acabou de sair pela Multifoco, gravadora do Rio de Janeiro, o 3º disco do Luisa mandou um beijo, que teve apoio do midsummer madness. E está na fábrica neste momento o disco novo do Supercordas, intitulado “A mágica deriva dos elefantes”.
Outro plano para este ano é refazer todo o site do midsummer madness. Vamos continuar disponibilizando mp3 de graça mas vamos começar a vender fonogramas com melhor qualidade também.
O que você acha da distribuição digital de música, já que os discos do selo estão sendo disponibilizados nesse formato?
Acredito que é mais um formato. Não dá para “esconder” a música lançando em apenas um formato. Vinil, fita cassete, CD, CDR, mp3, wave de alta qualidade, todos formatos que forem possíveis são bem vindos!
Há quantos anos você está distribuindo seus títulos pela Tratore?
Se não me engano, o midsummer madness foi uma das primeiras gravadoras a entrar na Tratore, lá em 2002. Entramos de uma só vez, midsummer madness, Monstro Discos e Bizarre. Tínhamos até um logo chamado Cartel, que era para tentar conseguir alavancar as vendas conjuntas. Então, são 10 anos junto com a Tratore e indo super bem!
Veja os títulos do Midsummer Madness em distribuição pela Tratore

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O Paraíso do Ludov

A banda Ludov está lançando seu mais recente EP, O Paraíso, e irá se apresentar agora dia 19 na Fnac Paulista. O que há de novo no EP, além das músicas, é o formato desse lançamento. Ele virá num pendrive que possui as quatro músicas do EP e um vídeo do Making Of, mostrando a banda no estúdio no meio do processo de produção e gravação.

Produzido por Habucque Lima e Mauro Motoki, que também tem um lindissimo LP em distribuição pela Tratore. As quatro faixas do EP mostram muito bem como anda a produção atual da banda, com seu gosto pelo som delicado e suas fortes raízes no indie rock.

Esta quinta dia 19 às 19h00 eles apresentam as músicas do EP Paraíso na Fnac Paulista Av. Paulista 901. Os Pendrives com o as músicas e o making of estarão à venda.

Seminário Voa Viola Novas Tecnologias

Entre os dias 11 e 13 de Maio deste ano, aconteceu o seminário Voa Viola no Sesc Venda nova, em Belo Horizonte. Dentre os convidados da mesa sobre Novas Tecnologias estava o diretor da Tratore Maurício Bussab. Em seu seminário ele falou um pouco sobre a tratore, as recentes e profundas mudanças no mercado de música e novos formatos de distribuição musical.

Explicando como funcionava o mercado fonográfico e como funciona hoje em dia, Mauricio dá um geral sobre o mercado fonográfico e como o faturamento da distribuição digital vem crescendo. Qual o papel do CD hoje em dia e como o artista pode lidar com essas mudanças no mercado da música. Veja o seminário em duas partes para saber um pouco mais sobre como funciona o mercado musical hoje em dia.

Aprendiz de Maestro

Andrea Bassit (como Operilda) e Maestro Galindo

A TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer é uma organização que desde 1998 trabalha no tratamento de crianças e adolescente carentes que sofrem de algum tipo de câncer. Em 2000 eles começaram a desenvolver o projeto Aprendiz de Maestro cuja principal intenção, além de divertir, é desmistificar a música erudita como uma arte de elite, fechada à população em geral e em especial para o público infantil.

Desde então eles vem apresentando espetáculos que mesclam teatro, circo e música, com a intenção de introduzir no publico infanto-juvenil o gosto pela música clássica. Dessas apresentações eles produziram quatro DVDs, que são distribuídos pela Tratore, com quatro espetáculos diferentes.

No primeiro volume, interpretado por Andrea Bassit que também assina o texto, Operilda na Ciranda de Villa Lobos a personagem Mademoiselle Operilda, uma feiticeira do bem, procura a ajuda do maestro João Maurício Galindo e sua Sinfonieta Fortíssima para entrar no universo do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959) e conseguir que as crianças de seu reino, Bel Canto, voltem a se interessar por música. O repertório, todo de Villa-Lobos, apresenta alguns trechos das Bachianas mas especialmente as canções para coral arranjadas por Villa-Lobos que entravam no seu projeto educacional de canto orfeônico.

No segundo DVD  o episódio “A flauta Mágica, o Maestro e a Feiticeira” foi inspirado em: A Flauta Mágica de W. A. Mozart . As crianças irão aprender e se encantar com as aventuras do príncipe Tamino e de seu companheiro Papagueno, um ser estranho, meio homem, meio pássaro que vive em busca de uma namorada. Eles terão que salvar Pamina, filha da Rainha da Noite, que está no castelo de Zarastro. Para ajudá-los, a Rainha lhes oferece uma flauta mágica que vai protegê-los dos perigos. E no caminho encontrarão surpresas que vão mudar o rumo da história. Ao lado do Maestro João e da Sinfonieta Fortíssima, Mademoiselle Operilda, a feitiçeira do bem, conta essa divertida história de amor.

Com texto do maestro João Mauricio Galindo, O Carnaval dos Animais é um verdadeiro espetáculo teatral. Com a participação o ator Cassio Scapin que interpreta o maestro “Camilo Sansão”. Ele surge durante um ensaio da Sinfonieta Fortíssima e apresenta ao Maestro João a partitura da sua recém criada obra: O Carnaval dos Animais. Baseada na obra mais popular do compositor e organista francês Camille Saint-Säens, que originalmente não foi composta visando o público infantil mas, por sua temática, desde sempre fez sucesso entre as crianças.

Com texto de Andrea Bassit , “A Volta ao Circo em Dó Maior e Dó Menor” traz a participação especial da dupla de palhaços da Cia. La Mínima -Domingos Montagner e Fernando Sampaio. No espetáculo, depois de zombar da música, a dupla de palhaços foi expulsa do circo pelo sr. chicote, com a ajuda do Maestro João eles vão atrás da resposta da pergunta: Afinal de contas, pra quê serve a música?.

Os DVDs também são oferecidos num kit com os 4 espetáculos. Com mais de 30 espetáculos apresentados, é sempre bom checar quando será a próxima temporada do projeto Aprendiz de Maestro. Lembrando que toda a renda obtida com a venda de ingressos é destinada para a manutenção das atividades da Associação, na Zona Leste de São Paulo. E vamos torcer para o pessoal da TUCCA lançar mais desses divertidíssimos espetáculos em DVD!