OS DESTAQUES DA TRATORE POR ANO: 2003

O ano de 2003 não parou de impressionar pela qualidade e diversidade dos discos produzidos no Brasil. Entre esses destaques vamos mostrar agora três discos que mostram um pouco disso. Da música experimental mesclada à música brasileira a um dos fundadores do movimento do Mangue Beat, veja porque o ano de 2003 foi outro excelente ano para a Tratore.

Bojo & Maria Alcina – Agora

2003 foi o ano do começo da uma parceria aparentemente inusitada mas que até hoje dá bons frutos. Maria Alcina, uma das maiores divas da música brasileira, dona de uma imponente voz e inimitável presença de palco, se juntou ao grupo de jazz experimental Bojo. O álbum Agora foi o resultado dessa junção. Quarto CD do Bojo, que sempre se caracterizou pela experimentação, e quinto da diva Maria Alcina que cinco anos depois nos impressionou novamente com seu disco “Maria Alcina, Confete e Serpentina”. No disco “Agora” são apresentadas músicas que viraram clássicos na voz de Maria Alcina como “Filho Maravilha” de Jorge Ben e músicas inéditas como a inconfundível faixa de abertura “Kataflan”. Se distanciando um pouco do que era produzido na época da mescla de Lounge e Drum ‘n Bossa, ele se destaca até hoje em dia pela novidade dos arranjos eletrônicos.

Eddie – Original Olinda Style

Formada no final dos anos 80, Eddie é a banda fundadora do emblemático movimento Mangue Beat junto com o Mundo Livre S/A e Nação Zumbi. O segundo CD deles “Original Olinda Style” mostra a fusão de ritmos e experimentações que caracterizaram a música pernambucana como um dos principais movimentos musicais do final do século XX e começo do século XXI no Brasil. Mesclando canção regional, musica eletrônica, dub, reggae e rock, Eddie se firmou como um dos principais expoentes dessa música ao mesmo tempo de caráter brasileiro e internacional. Uma evocação da cidade de Olinda, o CD foi um dos maiores destaque independentes do começo da década passada.

Beto Villares – Excelentes Lugares Bonitos

Disco solo de Beto Villares, músico e produtor de currículo impressionante, incluindo a produção de discos de artistas como: CéU, Mestre Ambrósio, Pato Fu e Zélia Duncan. Assim como compositor e produtor de importantes trilhas sonoras originais para o cinema brasileiro para filmes como:  O ano em que meus pais saíram de férias, Xingu – o Filme e Quincas Berro d’Água. O disco impressiona pelos arranjos e composições extremamente melódicos, com forte influência da música brasileira mas não se limitando a ela. Junto com o antropólogo Hermano Vianna beto também foi responsável pela importantíssima pesquisa com o projeto Música do Brasil, e a relação íntima com a música produzida nos mais variados cantos do brasil penetrou sua obra. Um dos maiores discos na Tratore no ano de 2003, Beto Villares compôs e produziu um disco atemporal, que impressiona até hoje pela qualidade das composições e arranjos e não seria surpresa se tivesse sido lançado recentemente. O disco tem participações especiais de Fernanda Takai, CéU, Happin Hood, Zélia Duncan e Siba da banda Mestre Ambrósio.

Espere daqui a pouco os destaques do ano de 2004!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s