SambaStore

A SambaStore, fundada no Rio de Janeiro no final dos anos 80 por Michel Perrin e Rosemar Silva, é um site que comercializa apenas para pessoa física que reside fora do Brasil e procura por artistas nacionais de todos os estilos musicais. O site facilita para o brasileiro que vive longe de sua terra natal e que muitas vezes busca por aquele artista favorito e também para o estrangeiro que se interessa pela música nacional brasileira. São aceitos vários tipos de moedas e o site possui diferentes idiomas oferecendo ainda mais confronto para o comprador.

O gênero musical favorito em outros países continua sendo a boa, velha e admirada MPB, que para o estrangeiro se resume nos grandes nomes, como Elis Regina, Caetano Veloso ou Gilberto Gil. O sertanejo também é apreciado como, por exemplo, a dupla Zezé di Camargo & Luciano. Também tem destaque em vendas nos países afora a música independente, que vem crescendo muito, em um mercado onde somente artistas que possuíam o aval das grandes gravadoras eram os mais vendidos. Entre estes estão muitos artistas distribuídos pela Tratore como, Thiago Pethit, Blubell, Zé Renato, Debora Gurgel, 5 a Seco, Bruno Mangueira, Fabiana Cozza, A Banda Mais Bonita da Cidade, André Mehmari e Carlos Careqa.

Devido a taxas tributárias impostas para a exportação do produto, o importado acaba saindo com o valor acima do esperado. Um exemplo, nos EUA um cd local é vendido em uma média de 7 a 15 dólares, já um importado tanto do Brasil quanto de outro país pode custar de 20 a 30 dólares.

A SambaStore quer facilidade, acesso e comercializar de forma legal, grandes nomes para o mundo afora. Conheça um pouco mais do seu trabalho no site: http://www.sambastore.com

Entrevista Tratore – Alzira E

Olá tratoriano!

O post de hoje é dedicado a uma cantora, que iniciou sua carreira musical em 1977, e que já trabalhou com diversos artistas nesse Brasil afora.

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A cantora Alzira E, nos concedeu uma breve entrevista, que você confere agora.

Tratore: Sabemos da sua relação de carinho com o Itamar Assumpção, mas, para a Alzira, quem foi o Nego Dito?

Alzira: Posso dizer o que ele sempre quis que fosse dito, que é  exatamente o que eu tenho a dizer hoje: um grande compositor popular, com total compreenssão de sua música, carismático, coerente e dedicado em toda sua obra.

Tratore: E sobre o novo álbum “O que vim fazer aqui”, qual foi o critério de escolha das músicas, a canção com a Iara e todo o processo de criação desse trabalho?

Alzira: Tudo começou em 2013 quando me aproximei dos rapazes Peri Pane (voz , violoncelo e violão), Gustavo Cabelo (guitarra) e Marcelo Dworecki (baixo), para prestar uma homenagem ao LP AMME, disco produzido por Itamar em 1992, completando a maior idade do seu lançamento. Criou-se com esse trio de cordas  uma afinidade e um entrosamento perfeito com as canções e era de minha intenção ou até mesmo um dever meu, desvendar e registrar parte da obra que estava inédita e que teve seu tempo pra evoluir e se complementar . A escolha não foi dificil, foram se mostrando as ideais para com a linguagem , quatro a cinco instrumentos de cordas e vocais masculinos. Com o repertorio escolhido e já em andamento, ganhamos o edital PROAC e nos unimos a mais um musico e produtor o guitarrista Cris Scabello, para a gravação do disco. Os arranjos foram coletivos e o repertório traz 6 canções inéditas: Chuva no Deserto, a mais recente das parcerias com Itamar Assumpção (2004); Conversa Mole com Iara Rennó, do mesmo período (90) , período este, que Itamar escrevia as letras para os meus temas, muitas vezes vestindo minha personagem, como aconteceu em Norte ou Mesmo Que Mal eu Diga; ou eu fazia o tema musical para suas letras no caso de O Que é que eu fiz de mal e O que vim fazer aqui, que foi criada para abertura do show, que só veio acontecer agora.  As  mais significativas do nosso tempo junto, como Sei dos Caminhos e Já Sei (gravadas no AMME); Tristeza Não da parceria rica dele com Alice Ruiz; Itamar é , feita em homenagem a ele, em vida, ganhando ate sua parceria ao incluir o refrão (já gravada no CD peçamme); e Já Que Tem Que, gravada por ele no Bicho de Sete Cabeças. O critério era reunir musicas  que pudessem  traduzir a força e originalidade dessa parceria.     

Tratore: Trazer canções que estavam guardadas há anos e só apresenta-las hoje ao público, o que fez você querer lançar essas composições?

Alzira: As músicas e a vontade de apresentá-las já existia a tempos, desde a década de 90. O momento é quem decidiu, a reunião das pessoas certas para isso, no seu próprio amadurecimento quanto um todo. A obra se encontrava adormecida, a espera do seu próprio tempo para despertar. Apenas sinto que esse tempo foi respeitado.

Tratore: Há algum projeto em andamento? O que vem por aí?

O projeto agora é justamente por em andamento os shows, que tem uma energia especial nesse repertório ao vivo e estamos empenhados em levar ao público brasileiro.

Tratore: Deixe um recado para a galera que te acompanha por aí.

Alzira: Ouvir música pode ser um hábito, um prazer, mas escutá-la é um dom!

Obrigado Alzira!

Mais informações sobre ela você encontra no site da Tratore: http://www.tratore.com.br/um_artista.php?id=1640

Grande abraço!

 

 

Destaques Tratore: Cantoras do Pará

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A música do Pará vem ganhando mais e mais destaque no país, com sua cultura, artistas e ritmos fortes. Nesse meio, três artistas vêm ganhando destaque, Juliana Sinimbú, Camila Honda e Natália Matos, que exercem a função com extrema categoria. As três fazem parte da Natura Musical (que eu explico logo abaixo). Hoje este que vos fala dedica as suas palavras a essas três talentosíssimas cantoras.

A cantora paraense Juliana Sinimbú, aposta da nova cena musical de Belém, lança o seu 1º álbum, intitulado Una. Talentosíssima, Juliana sempre viveu cercada pela música, coleciona em seu currículo diversos shows e já esteve ao lado de outros artistas. Representando o país na França (2009, percorreu cinco capitais brasileiras, por meio do projeto Conexão Vivo (2011/2012). O álbum conta com a participação de Otto, João Donato, Donatinho, que também produziu o álbum, Alberto Continentino, dentre outros. Nesse trabalho Juliana utiliza da sua sensibilidade e talento, sendo ela a compositora de todas as canções de seu álbum. Confira um pouco do trabalho da cantora, assistindo ao vídeo clipe “Para Um Tal Amor”.

 

Para Um Tal Amor  

A próxima da lista é a cantora Camila Honda. Camila conduz as 10 faixas do disco com segurança e suavidade, caminhando entre o pop, o folk, o erudito, a música popular brasileira e o regionalismo com muita naturalidade. Multifacetada, Camila além de cantar, por 12 anos dedicou-se a dança e chegou ainda a fazer teatro, e foi no teatro musical que cantora teve influências dos Beatles, Bob Dylan e da Bossa Nova. O lado compositor floresceu como tudo em sua vida, em um processo natural. “Reflexo Sentimental” é uma composição própria. sobre pensamentos e relacionamentos antigos. “São coisas que todo mundo passa na vida, uma vez ou outra”, defende. O objeto das demais músicas é universal aos que fazem e ouvem música: o amor. “É o tema mais comum de todos os tempos”. Abaixo você confere uma canção gravada por Camila, presente do artista plástico Jorge Eiró, que enviou a letra pela rede social Facebook e pediu para que Camila Honda fizesse a melodia. “Foi muito fácil fazer a música”, reconhece a cantora. Confira a canção Nightinlady.

Nightinlady –

Natália Matos, talentosa, estudou canto popular na ULM com as professoras Magali Mussi e Ciça Baradel.  Em 2011 ganhou, em São Paulo, o primeiro lugar na etapa regional do Festival da Canção Francesa, cantando a música “Ces petis riens” de Serge Gainsbourg e desde setembro, participa, como convidada do grupo Os náuticos, do espetáculo “Eros – Poesia e Música”, já apresentado no SESC Pompéia,  comprovando a beleza de suas escolhas musicais e sua lapidada interpretação. A cantora lança seu primeiro disco, com patrocínio do programa Natura Musical. O repertório inclui sambas, ijexás, valsas, baiões, lundus e forte influência da música paraense. A artista busca em sua identidade as raízes da sua terra natal. Ritmos amazônicos com um toque de urbanidade, agregando o moderno ao tradicional.

Você me ama, mas – 

As três artistas estão no projeto Natura Musical. E o que é a Natura Musical? O projeto patrocina diversas iniciativas que valorizam o diálogo entre ritmos, revelando nossa alma brasileira com criatividade e excelência artística. O projeto deu início em 2005, e a partir de 2012, a Natura Musical amplia ainda mais o seu alcance e oferece novas oportunidades para artistas e produtores. Agora há cinco editais de seleção de projetos para patrocínio, sendo 2 nacionais com uso de Lei Rouanet, e 3 regionais – em Minas Gerais, Bahia e Pará – com uso de leis estaduais de incentivo à cultura.

Mais sobre as cantoras você encontra em nosso site http://www.tratore.com.br