Entrevista Tratore – Alzira E

Olá tratoriano!

O post de hoje é dedicado a uma cantora, que iniciou sua carreira musical em 1977, e que já trabalhou com diversos artistas nesse Brasil afora.

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A cantora Alzira E, nos concedeu uma breve entrevista, que você confere agora.

Tratore: Sabemos da sua relação de carinho com o Itamar Assumpção, mas, para a Alzira, quem foi o Nego Dito?

Alzira: Posso dizer o que ele sempre quis que fosse dito, que é  exatamente o que eu tenho a dizer hoje: um grande compositor popular, com total compreenssão de sua música, carismático, coerente e dedicado em toda sua obra.

Tratore: E sobre o novo álbum “O que vim fazer aqui”, qual foi o critério de escolha das músicas, a canção com a Iara e todo o processo de criação desse trabalho?

Alzira: Tudo começou em 2013 quando me aproximei dos rapazes Peri Pane (voz , violoncelo e violão), Gustavo Cabelo (guitarra) e Marcelo Dworecki (baixo), para prestar uma homenagem ao LP AMME, disco produzido por Itamar em 1992, completando a maior idade do seu lançamento. Criou-se com esse trio de cordas  uma afinidade e um entrosamento perfeito com as canções e era de minha intenção ou até mesmo um dever meu, desvendar e registrar parte da obra que estava inédita e que teve seu tempo pra evoluir e se complementar . A escolha não foi dificil, foram se mostrando as ideais para com a linguagem , quatro a cinco instrumentos de cordas e vocais masculinos. Com o repertorio escolhido e já em andamento, ganhamos o edital PROAC e nos unimos a mais um musico e produtor o guitarrista Cris Scabello, para a gravação do disco. Os arranjos foram coletivos e o repertório traz 6 canções inéditas: Chuva no Deserto, a mais recente das parcerias com Itamar Assumpção (2004); Conversa Mole com Iara Rennó, do mesmo período (90) , período este, que Itamar escrevia as letras para os meus temas, muitas vezes vestindo minha personagem, como aconteceu em Norte ou Mesmo Que Mal eu Diga; ou eu fazia o tema musical para suas letras no caso de O Que é que eu fiz de mal e O que vim fazer aqui, que foi criada para abertura do show, que só veio acontecer agora.  As  mais significativas do nosso tempo junto, como Sei dos Caminhos e Já Sei (gravadas no AMME); Tristeza Não da parceria rica dele com Alice Ruiz; Itamar é , feita em homenagem a ele, em vida, ganhando ate sua parceria ao incluir o refrão (já gravada no CD peçamme); e Já Que Tem Que, gravada por ele no Bicho de Sete Cabeças. O critério era reunir musicas  que pudessem  traduzir a força e originalidade dessa parceria.     

Tratore: Trazer canções que estavam guardadas há anos e só apresenta-las hoje ao público, o que fez você querer lançar essas composições?

Alzira: As músicas e a vontade de apresentá-las já existia a tempos, desde a década de 90. O momento é quem decidiu, a reunião das pessoas certas para isso, no seu próprio amadurecimento quanto um todo. A obra se encontrava adormecida, a espera do seu próprio tempo para despertar. Apenas sinto que esse tempo foi respeitado.

Tratore: Há algum projeto em andamento? O que vem por aí?

O projeto agora é justamente por em andamento os shows, que tem uma energia especial nesse repertório ao vivo e estamos empenhados em levar ao público brasileiro.

Tratore: Deixe um recado para a galera que te acompanha por aí.

Alzira: Ouvir música pode ser um hábito, um prazer, mas escutá-la é um dom!

Obrigado Alzira!

Mais informações sobre ela você encontra no site da Tratore: http://www.tratore.com.br/um_artista.php?id=1640

Grande abraço!

 

 

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