Série Vinil: “Discos feitos com alma” – Conheça a Vinil Brasil

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fotos por Nicole Patrício
texto por Nicole Patrício (com colaboração de David Dines)

“Terça, 15h?”: tínhamos o dia e horário combinados para a visita ao galpão da Vinil Brasil, futura fábrica de LPs localizada na zona oeste de São Paulo. O espaço que, até então, só era conhecido por fotos ou por boca-a-boca, estava à nossa frente, assim que Luiz Carlos Bueno abriu o portão.

Há 20 anos, Luiz trabalhou na RCA Brasil, antiga gravadora de origem norte-americana que contratou artistas como Luiz Gonzaga e Trem da Alegria. Enquanto entrávamos no galpão, ele apontava para as prensas de vinil e perguntava: “Vocês já viram uma dessas?”. Todas elas – 7, no total – foram encontradas em um ferro velho após 20 anos de uso na também extinta gravadora GEL, de selos como Continental e Chantecler.

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Luiz pode ser chamado de “fiel escudeiro” de Michel Nath, proprietário da Vinil Brasil. Juntos, eles elaboraram uma nova estrutura para cada uma das prensas, que têm somente a carcaça de original. “O Luiz remontou todo o painel de controle; agora, que eles são eletrônicos, você só programa o que precisa fazer”, conta Michel.

Era notável o seu ar de cansaço, mas, ao mesmo tempo, satisfação. Desde o anúncio da criação da fábrica, várias pessoas entram em contato com ele diariamente para perguntar sobre prensagem ou visitar o espaço e ele faz questão de responder, na medida do possível, todo mundo. Assim que chegou, alguns minutos depois de nós – eu e David Dines – nos levou para todos os cantos do galpão, explicando, passo a passo, como se fabrica um vinil – o blog terá um post com todos as etapas em breve.

A Vinil Brasil vem tomando forma há cerca de um ano e meio e, além de Michel e Luiz, outras pessoas se uniram à causa: Antonio Loureiro faz a manutenção dos paineis de controle das prensas, Frederic Thiphagne, da Goma Gringa Discos, orienta a parte gráfica dos vinis, enquanto Arthur Joly, da Vinyl Lab, e dois técnicos de som que também trabalharam na RCA Brasil, José Oswaldo Martins e Paulo Torres, ficam responsável pelos cortes de acetato.

O plano é que, a partir de julho, o galpão esteja aberto ao público e fabrique 250 mil vinis por mês. Nath afirma que deseja ser um canal frequente entre bandas, artistas e público, e justifica ser necessário que todos deem força uns aos outros. “Eu quero poder ajudar as pessoas fazendo discos legais”, diz.

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