Dicas Tratore: Quando criar um artista composto nas plataformas digitais?

chicorey&paraná

por David Dines

Muitas vezes, em projetos artísticos coletivos, os músicos envolvidos optam por colocar os nomes de todos na assinatura geral do trabalho. No entanto, é preciso pensar se é mais interessante criar nas plataformas digitais um artista composto que junte todo mundo ou deixar o lançamento disponível nas páginas de artista de cada um. Mas qual é a diferença entre esses processos e o que seria, de fato, um artista composto?

Artista composto é a nomenclatura que as plataformas dão para duplas, trios e afins que utilizam os nomes dos integrantes à frente e precisam apenas de uma página de artista, como Chico Rey & Paraná. As lojas recomendam que o artista composto seja utilizado apenas para estes fins, em que há uma carreira e uma discografia em conjunto. Pela maneira como as plataformas de streaming e download organizam seu catálogo, não é permitido que um lançamento de artista composto também esteja vinculado a uma página solo de um dos integrantes.

Um exemplo de artista composto desvinculado das carreiras solo é o do duo norte-americano Simon & Garfunkel. Os dois músicos, Paul Simon e Art Garfunkel, possuem trabalhos individuais que, nas plataformas, não têm qualquer vinculação aos projetos da dupla, pelo fato de Simon & Garfunkel ser oficialmente um artista composto. Isso provoca a separação total dos catálogos solo e coletivo, que precisa ser bem avaliada pelos envolvidos para saber se é o ideal.

Caso os músicos tenham discografias independentes ou mesmo a intenção de fazer trabalhos solo em algum momento, o ideal é que os artistas sejam cadastrados separadamente. Assim, cada um terá sua própria página de artista e os lançamentos em grupo figurarão nas páginas individuais de todos, de modo a manter o vínculo.

É o que acontece por exemplo, em vários dos lançamentos do pianista André Mehmari. Seus dois últimos álbuns foram feitos em parceria com outros músicos: Antonio Loureiro (“André Mehmari e Antonio Loureiro”) e François Morin (“Araporã”). Em ambos os casos, os artistas foram cadastrados separadamente e é possível, por exemplo, ver “Araporã” tanto na página de Mehmari quanto na de Morin, enquanto a assinatura que se vê ao acessar a página do disco é “André Mehmari, François Morin” (na maioria das plataformas) ou “André Mehmari & François Morin” (iTunes e Apple Music).

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