Midem 2017: conheça as tendências do mercado da música

midem2017
Painel “Make it in Brazil“, no Midem 2017. Da esquerda para a direita: Bruno Boulay (Totem, moderador do painel), Flavio de Abreu (Scubidu Music), Mauricio Bussab (Tratore), Fabiana Batistela (Inker Agência, SIM São Paulo), Daniel Campello (CQRights), Leandro Silva (BM&A).

por Mauricio Bussab

Neste mês a Tratore participou do Midem 2017, a principal feira de negócios da música, realizada anualmente em Cannes, na França. E essas foram nossas impressões sobre a feira:

1. Mercado reduzido, mas otimista

A feira está menor, muito menor do que era há uma década. Hoje é um evento com 50 stands e quatro tracks de conferências, de tamanho semelhante a uma convenção como a SIM São Paulo. Mas, se há cinco anos o evento era marcado por um severo pessimismo, hoje é uma feira interessante e moderna, apesar de pequena. Os stands são principalmente as delegações dos países e os pequenos aplicativos, todos negociando acordos de catálogo, big data, sincronização, editoras… Não existe mais uma preocupação com o futuro sombrio, porque o futuro já chegou. E nem era tão sombrio.

2. Sincronização

Uma oportunidade de negócios evidente e presente por todos os lados da feira é a de negócios de sincronização (uso de música em cinema, TV e publicidade).

3. Agregadores locais

Apesar de a distribuição estar se consolidando em poucos players, existe um forte movimento de criação de agregadores locais. A Tratore encontrou diversas novas empresas trabalhando para desenvolver serviços de distribuição focados em um país, em diversos lugares no mundo. Um agregador local pode dar um atendimento diferenciado — isso começa a ficar evidente e está na contramão do movimento de globalização.

4. Qualidade do áudio

Muita discussão sobre como melhorar a qualidade do streaming: se a melhor maneira seria uma compressão melhor ou sem compressão nenhuma, qual o melhor formato, iniciativas das grandes empresas neste sentido, como a Stream the Studio, plataformas oferecendo a qualidade como diferencial, como a Qobuz… Devem vir muitas novidades por aí.

5. Blockchain

Se o Bitcoin foi uma revolução nas finanças, a tecnologia que permite a moeda pode ser usada em diversas outras áreas, como a criação de contratos inteligentes, bancos de dados distribuídos sem um dono único… como isso pode permitir melhorias nas áreas de direito autoral e bancos de dados de obras musicais?

Vale a pena ir ao Midem ainda? Sim — se a feira não é mais o gigante que era, é um bom ponto de encontro para os profissionais do ramo, especialmente aqueles que lidam com negociações de catálogo.

Todas as conferências de 2017 e de anos anteriores estão disponíveis no site do Midem. A Tratore recomenda duas deste ano:

Uma sobre blockchain (em inglês):

E esta sobre streaming (em inglês):

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