37 formas de ganhar dinheiro com música – parte 2: remunerações de gravações

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por David Dines

Para ajudar artistas a diversificarem suas fontes de renda no meio independente, a Tratore faz uma série de textos pontuando atividades lucrativas ligadas à música. No primeiro texto, abordamos formas com que compositores podem ganhar dinheiro por suas criações. Neste segundo, falamos sobre como produtores fonográficos, intérpretes e músicos acompanhantes podem receber por seu trabalho em uma gravação.



11. Vendas digitais

Renda gerada pela venda de faixas ou produtos integrais em plataformas legalizadas de download, como o iTunes. As lojas digitais pagam os valores das vendas às distribuidoras independentes, como a Tratore, e às gravadoras, que então repassam aos titulares dos seus contratos.

12. Royalties sobre streaming

Renda gerada pela execução de músicas em uma plataforma de streaming (Spotify, Deezer, Apple Music, YouTube, YouTube Music, TIDAL, etc.) em um período. Para entender melhor o modelo de remuneração do streaming, leia mais aqui. As lojas digitais pagam às distribuidoras e gravadoras, que repassam os valores aos titulares devidos.

No caso de distribuidoras independentes, o valor pago ao detentor do fonograma é integral, sem separação em rubricas. Portanto, caso tenha sido acordado o pagamento de porcentagens a eventuais parceiros (intérpretes, artistas convidados, músicos acompanhantes, etc.), o responsável pelo produto terá de fazer essa divisão a partir do que montante que recebeu e pagar diretamente a esses profissionais. Utilizar o cálculo automático do SISRC, programa de emissão de códigos ISRC, pode ser uma boa saída para definir essas quantias.

13. Royalties sobre execução pública da gravação

Renda gerada pela reprodução de gravações musicais em eventos, espaços comerciais, rádios e TV. Os responsáveis pagam ao ECAD de acordo com o tipo de uso e o número de pessoas potencialmente expostas. A instituição repassa a renda às associações, que encaminham as quantias devidas aos produtores fonográficos, intérpretes e músicos acompanhantes de acordo com sua afiliação.

14. Vendas físicas

Renda gerada pela comercialização de CDs e vinis em lojas físicas e virtuais. A Tratore intermedia esse processo e estabelece com o artista o preço pelo qual o produto será oferecido às lojas. Os comerciantes, por sua vez, colocam um percentual adicional para o consumidor. Periodicamente, as lojas pagam o valor das vendas à Tratore, que então repassa o montante devido ao responsável pelo produto.

15. Vendas de produtos físicos em shows

Renda gerada pela venda de CDs e vinis em shows, bem como de outros produtos de merchandising (camisetas, bonés, pôsteres, etc.). Caso o artista tenha pago pela fabricação, todo o lucro permanece com ele. Se um selo ou gravadora produziu as peças físicas, o artista pode ter direito a uma determinada quantidade de peças ou precisar comprá-las deste parceiro, normalmente a preço de custo ou abaixo do mercado.

16. Licença de sincronização de master

Renda gerada pela licença de uma gravação original para uso em produtos audiovisuais em circuito comercial (cinema, TV, publicidade, games, etc.). Representantes das mídias pagam ao produtor fonográfico responsável.

A Tratore tem uma empresa-irmã, a Kiwiii, dedicada apenas a sincronização e pode fazer essa intermediação com o mercado — no entanto, para que entre no catálogo, é necessário que o responsável detenha todos os direitos não só sobre a gravação, mas também sobre a obra.

Os valores variam, principalmente, pelo tipo de uso, levando em conta a duração da música, a mídia na qual será usada, a visibilidade prevista e por quanto tempo dura o contrato.

17. Cachê por trabalho em estúdio

Remuneração feita pelo dono da master aos músicos acompanhantes, participações especiais, produtores musicais, engenheiros e técnicos de áudio pelo trabalho em uma gravação. Os valores podem ser estabelecidos de acordo com as horas destinadas ao projeto, por faixa fechada ou pelo projeto inteiro.

18. Advance e suporte para shows

Quantias disponibilizadas para financiamento de gravações e shows especiais, a serem descontadas de lucros futuros do artista. Geralmente, esses investimentos são feitos apenas por gravadoras, selos e produtoras de maior porte.

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