Como lançar um remix nas plataformas digitais

music-4507819_960_720Imagem: ProdByDaan/Pixabay

por David Dines

Um remix é feito quando um produtor musical ou DJ pega uma canção de outro artista e muda os principais elementos do arranjo, geralmente acrescentando batidas eletrônicas dançantes e efeitos, mas ainda mantendo partes da gravação original. Por ser uma nova faixa que envolve conteúdos de terceiros, nem sempre colocar um remix nas lojas digitais é um processo simples. Entenda:


Para colocar um remix nas plataformas, é necessário avaliar o contexto de sua criação. Basicamente, existem dois casos: o remix que o DJ faz de livre e espontânea vontade e o que o artista original o contrata para produzir.

No primeiro caso, para que a faixa possa ser incluída nos principais serviços de streaming, é necessário licenciar o uso da canção original e dos samples (amostras) da gravação original. Dentro da legislação, esses são dois elementos distintos, e, neste caso, não é possível negociar apenas um deles. Os autores ou as editoras que os representam devem ser contatados, bem como o selo, gravadora ou o dono da gravação. Você pode consultar essas informações, por exemplo, nos bancos de dados de entidades como a UBC e a Abramus.

Tanto os responsáveis pela obra quanto pela gravação podem pedir o pagamento de uma taxa para essa liberação, e é comum que o detentor do fonograma também peça uma porcentagem sobre as rendas no streaming. Essa prestação de contas deve ser feita pelo produtor do remix (ou seu selo/representante) e o pagamento pode ser realizado tanto pelo próprio ou pela distribuidora, caso tenha ferramentas para isso. Com a Tratore, é possível dividir a arrecadação sobre o remix de forma automática, bastando apenas que você inclua responsáveis extras no seu produto.

Com essas licenças, você está pronto para cadastrar o ISRC do seu remix e colocá-lo à disposição do público nas plataformas. Não tendo essas liberações de obra e fonograma, seu remix não está protegido juridicamente e não deve ser colocado nas lojas digitais, sob risco de remoção do conteúdo e penalização do criador. Esse remix não-autorizado é o chamado “bootleg”, que não deve ser comercializado de nenhuma forma, ainda que seja comum que faixas desse tipo sejam executadas em discotecagens e live sets.

O outro caso é quando um artista contrata os serviços do produtor para um remix. O DJ poderá cobrar um valor do artista por essa produção e os direitos de comercialização desse novo fonograma ficam com o artista. Nesse caso, não há uma porcentagem significativa sobre as rendas para o produtor, geralmente ficando restrito ao que o ISRC da faixa aponta como direito conexo nos casos de execução pública. Também poderá haver outro tipo de negociação, de modo que os direitos e rendas sobre o remix sejam divididos entre DJ e artista.

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