7 dicas básicas de identidade visual para artistas

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Imagens criadas por Maria Cau Levy para os singles “Nada/Tudo”, “Pegando Leve” e “Volta e Meia” e o álbum “<atrás/além>”, da banda O Terno. Note como a sequência das imagens dos singles cria uma narrativa visual que se resolve na capa do álbum, de maneira muito simples e eficiente.

por David Dines

Em tempos como hoje, em que o principal contato com a música é por meio de telas em ambientes digitais, a construção visual de uma carreira artística é muito importante. Seja nas plataformas de streaming, nos vídeos ou nas redes sociais, seus ouvintes potenciais precisam de uma imagem que complemente de maneira adequada o que a música propõe. E para isso, é necessário cuidar da identidade visual.

Separamos algumas dicas básicas para começar a cuidar dessa frente da sua carreira musical:


1. Pergunte-se, antes de tudo, o que a imagem que você compartilha quer dizer

Sempre que for compartilhar uma foto nas redes sociais, um novo vídeo ou a capa de um novo lançamento, lembre-se que imagem é comunicação. Cada nova interação é uma possibilidade de melhorar esse contato, de modo a alinhá-lo com o que você quer expressar na sua música. A imagem que você publica e divulga tem a ver com aquilo que te move enquanto artista?

Hoje, a boa comunicação de um artista com seu público se baseia, de acordo com um estudo realizado pela Buzz Music Content, em autenticidade, identificação, proximidade, abundância de contato, informação e conteúdo. Para isso, é importante entender como aquela imagem que você compartilha pode ser lida em outro contexto por quem te acompanha.

2. Crie uma narrativa com as imagens

A identidade visual é um ótimo terreno para contar uma história que se conecta com a sua música, ainda que de maneira não literal. É possível criar uma narrativa com a sequência de imagens que você divulga, criando um clima e estabelecendo o universo em que sua música vai passar a existir. E, para que isso se torne algo forte, é importante que esse universo seja consistente em todas as suas plataformas – das redes sociais às capas de singles e álbuns.

Se você não criar essa narrativa, o que você postar e divulgar aleatoriamente criará uma narrativa por si só, a partir da percepção e interação do público. Agindo dessa maneira, a imagem que você passa pode não ser a que você gostaria. Talvez você possa mostrar o seu trabalho de uma forma melhor ao dar um pouco mais de atenção – e intenção – a essa frente.

3. Crie uma paleta de cor para o seu trabalho

Escolher determinada cor ou um número de cores para aparecer com grande frequência nas suas imagens é uma maneira de organizar e estabelecer esse universo visual de uma maneira mais prática. Seus seguidores passarão a entender mais nitidamente a ideia que está sendo passada, e é uma forma de criar uma assinatura, seja para o seu trabalho em geral ou para um projeto específico, como um single, um EP ou um álbum.

4. Quando for utilizar fotografia, lembre-se da composição

Mesmo que você mesmo/a produza suas fotos com o celular, é possível tornar as imagens mais fortes com a organização dos elementos fotografados. A regra dos terços, por exemplo, é uma técnica em que se divide a imagem proporcionalmente, traçando 2 linhas horizontais e duas verticais imaginárias, posicionando aquilo que se deseja destacar nas interseções dessas linhas. Também é possível quebrar com a regra dos terços intencionalmente para ter determinado efeito.

5. Busque conhecimento

Atente-se às imagens produzidas pelos músicos que você admira. O que pode identificar como os elementos visuais que os definem? Observe os trabalhos de quem os fotografou, de artistas visuais com quem trabalharam, outras artes que te interessam. Entenda sobre os elementos que formam uma imagem. É importante criar repertório sobre o assunto para contextualizar melhor aquilo que você for produzir – e assim, fazer melhores escolhas.

6. Colabore com as pessoas ao seu redor

No estabelecimento da sua identidade visual, colabore com outros artistas que fazem parte do seu contexto, ou mesmo pessoas que não tenham uma prática artística estabelecida, mas se interessam e entendem do tema. Aquele amigo fotógrafo, aquela pessoa próxima que se interessa por design e arte, aquele artista visual que você descobriu no Instagram, e por aí vai – sempre vendo as possibilidades de colaboração que sejam boas para todas as partes. E é importante, além dos colaboradores diretos, também levar em conta a opinião de pessoas que possivelmente façam parte do seu público, para entender melhor como o trabalho pode ser percebido.

7. Dá para começar com o que se tem

Não é necessário ter uma câmera de altíssima qualidade ou acesso a tecnologia de ponta para desenvolver uma identidade visual. Dentro das suas possibilidades, a restrição pode virar recurso estético. Você não precisa utilizar fotografia, ou desenho, ou design de nenhuma maneira específica nessa comunicação. Não tenha medo de experimentar. Uma ideia incomum pode te destacar entre vários outros artistas.

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