5 dicas para montar um selo fonográfico

Imagem: Twin Design/Shutterstock

por David Dines

Um selo é uma pequena gravadora com recursos limitados, mas que pode ajudar artistas de diferentes formas em seus projetos criativos. Montar um selo pode exigir maior ou menor burocracia, dependendo de como se deseja atuar. Confira algumas dicas do blog da Tratore:


1. Antes de tudo, onde o selo entra?

É importante delinear em quais frentes o selo dará suporte aos artistas, de acordo com os pontos fortes de sua equipe e estrutura. Tradicionalmente, um selo atua provendo meios de produção fonográfica (gravação, mixagem, masterização), distribuição, promoção, produção executiva, estratégia e venda de merchandising. Nem todo selo cobre todas essas frentes – há diversos casos em que o artista chega com a gravação pronta e o selo assume as demais atividades, ou que selo arca com a produção fonográfica, mas deixa outras frentes a cargo do artista, dentre outros possíveis tipos de acordos. Caso a estrutura seja muito enxuta, algumas dessas responsabilidades podem ser divididas com parceiros.

2. Qual é o tipo de acordo sobre as gravações dos artistas?

É importante definir com os músicos e bandas quem detém os direitos sobre as gravações. Os fonogramas são de propriedade do selo? São de propriedade dividida? São dos artistas, licenciados por um determinado período?

Outras perguntas importantes: Qual é a taxa de royalty combinada com os artistas – ou seja, qual é a porcentagem dos ganhos que será repassada? O selo fará algum adiantamento ou investimento financeiro junto aos artistas? Como fica definido o retorno desse valor? O contrato é com o artista e todos os seus lançamentos, ou por produto? Qual é o prazo desse contrato?

3. O selo é quem presta contas aos artistas

Apesar de hoje existirem ferramentas como os sistemas For Artists dos principais serviços de streaming, a prestação de contas precisa vir do selo. Distribuindo com a Tratore, é possível definir que a distribuidora fará o pagamento diretamente ao artista também, mas o relatório financeiro segue para o titular do contrato, e este terá que repassar ao seu parceiro.

4. Precisa de CNPJ?

Se você for trabalhar inicialmente só com distribuição digital, não. É possível cadastrar um selo com a Tratore utilizando uma pessoa física como responsável. No entanto, será necessário ter uma pessoa jurídica constituída para emitir notas fiscais de shows, lives patrocinadas, vendas diretas de produtos e propor projetos para alguns tipos de editais.

5. Filie o selo a uma associação de autor

Para que o selo esteja oficializado como produtor fonográfico e consiga emitir códigos ISRC, é necessário que esteja vinculado a uma das sete associações de autor ligadas ao ECAD. Caso o selo também deseje constituir uma editora, administrando obras além das gravações, há um pouco mais de trabalho. Será necessário também fazer um acordo com a UBEM (União Brasileira das Editoras de Música) para garantir que todos os possíveis ganhos estejam sendo recebidos. Uma alternativa para esta frente de ação é ter o seu catálogo administrado por outra editora.

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Tratore é a maior distribuidora de música independente do país, com mais de 10 mil artistas em catálogo. Desde 2002, disponibilizamos álbuns, EPs e singles em lojas físicas e digitais do Brasil e do mundo. Para distribuir sua música conosco, acesse: http://www.fonomatic.com.br

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