O que faz uma música entrar em uma playlist editorial?

por David Dines

Devido ao grande número de seguidores, as playlists editoriais das plataformas de streaming são um espaço disputado por artistas novos e estabelecidos em busca de mais ouvintes. Mas o que faz uma faixa ser escolhida para figurar em um desses espaços? Entenda:


É possível dizer que o ponto de vista dos editores das plataformas de música condensam um misto de quatro frentes de avaliação, que podem ter pesos diferentes dependendo do contexto: a perspectiva curatorial, a jornalística, a de marketing e a de tendências.

Em primeiro lugar vem a curatorial. Os editores ouvem todo material que lhes chega como recomendação e avaliam como eles se encaixam nos recortes das playlists existentes. Esse tipo de apreciação musical é o definidor principal de vários tipos de listas, incluindo as de moods (climas) e, no caso do Spotify, as personalizadas.

Quanto mais comercialmente expressivo é o gênero musical do artista, mais disputado é o espaço de destaque nas playlists. Nesses contextos, não conta só a qualidade musical, mas também as outras frentes de ação, uma vez que artistas estabelecidos no mercado também pleiteiam as mesmas entradas. Por exemplo, caso o trabalho de determinado músico ou banda tenha uma boa recepção da imprensa especializada, de modo a ganhar o respeito de determinada base de ouvintes, crescem as chances de alguns destaques. Uma boa estratégia de marketing também conta bastante, especialmente para gêneros mais populares. É importante que o artista construa engajamento e leve seu público para ouvir o trabalho nas plataformas. Caso a sua campanha tenha ações promocionais importantes em desenvolvimento, seja online ou offline, vale comunicar às plataformas.

As tendências do momento também pautam várias escolhas editoriais dos serviços de streaming. A avaliação é feita principalmente a partir do comportamento do público dentro da plataforma e nas redes sociais, levando em conta não só as estéticas musicais que movem números consideráveis, mas também produções que se alinham aos assuntos mais relevantes e discutidos no momento.

Algo que é importante entender em relação às escolhas editoriais é que as plataformas de streaming, em geral, não se veem como as principais janelas para revelar artistas do mercado musical, mas sim como um dos entes envolvidos na estratégia dos músicos e bandas. Não adianta fazer um lançamento e contar que só o streaming será o suficiente para chegar até o público – as plataformas de música querem entender que não são apenas elas que estão puxando ouvintes para a canção. É preciso que o artista também esteja fazendo a sua parte em relação às demais possibilidades de promoção.

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