5 estratégias para artistas em redes sociais de áudio

por David Dines

Entre as novidades nas redes sociais, os aplicativos baseados em áudio estão em alta. Como Clubhouse e Spotify Greenroom podem ser utilizados por artistas na promoção de seu trabalho musical? Entenda:


Líder de mercado entre as redes sociais baseadas em áudio, o Clubhouse foi lançado no início de 2020 inicialmente como uma plataforma voltada para iOS e acessível apenas por convite. Desde maio, a versão definitiva para Android também está disponível a usuários de todo mundo. O modo de funcionamento é simples: em salas de conversa que podem ser abertas por qualquer usuário e reunir até 5 mil usuários, é possível contar histórias, trocar ideias, desenvolver amizades e conhecer pessoas. Os moderadores de cada sala têm controle sobre o fluxo da conversa, dando a voz para uma pessoa por vez. Os áudios não ficam armazenados na plataforma e não podem ser acessados novamente uma vez que foram ouvidos.

Já o Greenroom é um lançamento do Spotify feito neste ano, com recursos semelhantes. Cada sala de conversa pode receber até mil usuários e a principal diferença é que os moderadores podem requisitar o arquivo de áudio da sessão depois do fim, que pode ser editado e transformado posteriormente em um podcast. Acessível para iOS e Android desde o seu lançamento, a plataforma não exige que o usuário tenha um login do Spotify.

Entre as principais utilidades de ambos os serviços para artistas, estão:

1. Networking

Ambas as plataformas possuem conversas públicas sobre o mercado da música com profissionais respeitados no ramo, com discussões que podem ser ouvidas pelos usuários e permitem interações. Em um momento em que as feiras de música ainda não voltaram a ser presenciais e não há a pressão da câmera ligada ou da apresentação física, as redes de áudio tornam-se um ótimo ambiente para conectar com outros entes do ecossistema musical, seja para tirar dúvidas ou, quem sabe, estabelecer parcerias.

2. Exposição do seu trabalho

Há diversas oportunidades para apresentar sua música para ouvintes e parceiros em potencial, como open mics e batalhas de artistas em diversas salas nas plataformas. Há também salas públicas em que os moderadores permitem que artistas apresentem suas demos.

3. Apresentações remotas

Um caso que ficou famoso no Clubhouse foi o de uma apresentação ao vivo de O Rei Leão realizada em dezembro com um cast de 40 integrantes, entre atores, músicos e coral, baseados em 20 diferentes cidades pelo mundo. Os avatares e nomes faziam referência aos personagens e papeis, e todo o espetáculo transcorreu sem latência perceptível, o que é ótimo para músicos que estejam colaborando à distância.

Caso esteja se apresentando ao vivo em uma sala do Clubhouse ou Greenroom, uma dica que vale a pena é investir em uma interface de áudio voltada para celular (como o iRig 2, por exemplo), para que o áudio siga com boa qualidade para todos os ouvintes. Caso você esteja como “speaker” em uma sala, você também pode selecionar diferentes níveis de qualidade de áudio para transmissão, dependendo dos recursos da sua conexão de internet.

4. Formação de comunidade

Não é necessário que as apresentações e falas sejam abertas para todos os usuários nas redes de áudio: você também pode utilizar as salas para fazer ações mais intimistas, estabelecendo um contato próximo com seus fãs e ouvintes. Você pode mostrar músicas antes de lançamentos oficiais, dividir processos criativos, fazer sessões de perguntas e respostas, festas virtuais de lançamento, convidar outros artistas para uma conversa… as possibilidades são inúmeras.

5. Possibilidade de remuneração (ainda que restrita)

Clubhouse e Greenroom estão experimentando sistemas de pagamento de um usuário para outro, de modo que os ouvintes podem colaborar financeiramente com determinado criador de destaque. No caso do Clubhouse, o sistema é o Clubhouse Payments, disponível apenas para criadores com muitos seguidores e participação intensa na plataforma. Qualquer usuário poderá clicar no perfil desse criador contemplado e selecionar a função “Send money” (enviar dinheiro), para a qual deverá ser cadastrado um cartão de crédito ou débito. 100% do pagamento segue para o criador, com exceção de uma pequena taxa de processamento do cartão. Já o Greenroom estabeleceu o Greenroom Creator Fund, atualmente restrito a usuários dos Estados Unidos. Em vez de usuários enviarem dinheiro aos criadores, neste modelo é a própria plataforma que paga aqueles que se inscrevem e se destacam dentro da plataforma, em um modelo ainda experimental.

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