Julho/2015: porque demoramos sete anos para quebrar um recorde

O mês de julho/2015 foi o mês de maior faturamento da Tratore em seus 13 anos de história. Antes, o mês de maior faturamento da Tratore tinha sido janeiro de 2008. É curioso que uma empresa demore sete anos para quebrar seu recorde de faturamento, especialmente neste mundo de startups que quebram recordes de faturamento a cada mês. Entender o que aconteceu nestes sete anos é entender um pouco mais do mercado fonográfico e como as empresas deste mercado em 2015 tiveram que se modificar para sobreviver.

Não é novidade que o mercado fonográfico viveu uma crise nos anos recentes, uma crise especialmente na venda do suporte de fonogramas (LPs, CDs, cassetes, todos aqueles objetos que carregam música). Pode ser uma surpresa saber que o mercado fonográfico brasileiro vendia aproximadamente $1 bilhão por ano há mais de quinze anos, foi vendendo cada vez menos até ter um faturamento de um quinto disso. Dados da ABPD:

crise

Não teria sido possível continuar quebrando recordes depois de 2008 (nem mesmo continuar funcionando) sem uma profunda mudança em nossa estratégia, em nossos serviços e na maneira como nos víamos dentro da cadeia de dos negócios da música.

Até 2007 a Tratore e demais empresas do setor continuavam enxergando o produto físico como sendo o principal ganha-pão e a Tratore por ser do ramo mais independente, sentiu a crise chegar mais tarde (as majors sofreram primeiro).  Até então vínhamos quebrando recordes de venda com frequência e o ultimo recorde quebrado (antes deste recente) havia sido em 2008. Mas até então nossas vendas de produtos físicos sempre subiam. E veio a crise da industria fonográfica.

As mudanças no mercado eram evidentes para nós e para todos os outros colegas da industria. Alguns decidiram, por essa época, fechar as portas ou partir para negócios completamente diferentes. A Tratore resolveu que ia se reinventar e deixar de ser uma simples distribuidora de música em plástico para uma prestadora de serviços para artistas e selos onde a venda física continuaria importante mas como parte de um leque maior de serviços.

Nesta época começamos a investir cada vez mais em sistemas e serviços para automatizar tanto a distribuição física quanto a digital, criamos a ferramenta Fonomatic, começamos a trabalhar melhor com captação de catálogo e em 2011 começamos a negociar com a Apple para finalmente dois anos depois obtermos a certificação Recommended Distributor para o iTunes. Isso tudo ajudou a Tratore a ser cada vez mais vista como uma distribuidora digital aliada a distribuição fisica.

Enquanto isso, as lojas digitais começaram a abrir filiais no país (pela ordem cronológica: Rdio, iTunes, Deezer, Spotify, Google Play…) e o comércio digital de música virou uma realidade.

Hoje mais da metade dos produtos que entram na Tratore são de distribuição apenas digital (as barras amarelas no grafico abaixo). Alguns raros livros e DVDs são apenas distribuição fisica, e uma boa parte (mas agora minoria) são de produtos que tem distribuição fisica e digital.

 

perfil_produtos

Além disso começamos a investir cada vez mais em licenciamento (entregar musica para que outros usem em coletâneas) e sincronização (uso da música em TV, cinema, publicidade).

Isso mudou completamente o nosso mix de vendas de 7 anos atrás. Abaixo está um comparativo dos meses de janeiro/2008 e julho/2015:

 

faturamento_2008x2015

A venda digital (venda de faixas como no iTunes e streaming como Spotify e Youtube, alem de uma centena de outros sites) que era responsável por menos de 10% do nosso faturamento em 2008, hoje é o segmento que mais fatura na Tratore, seguido pela venda física (que está mais ou menos estável), pelo licenciamento e sincronização (que tiveram um bom mês) e um significativo “Outros”, que deve crescer.

A diversidade de serviços é a direção que a Tratore vai seguir. Ainda este ano vamos anunciar três novidades nas categorias de novos serviços para artistas e selos que deverão ser ferramentas muito úteis para aqueles que estão conosco.

A Tratore aproveita para agradecer a todos os 4000 músicos, cantores, bandas, empresários, selos, autores, produtores, profissionais da música em geral, artistas de todo o país, de Norte a Sul, que sempre estiveram ao nosso lado e são a verdadeira razão da nossa existência.

Mais novidades estão no horizonte. Até lá.

Destaques Tratore: Cantoras do Pará

Imagem

A música do Pará vem ganhando mais e mais destaque no país, com sua cultura, artistas e ritmos fortes. Nesse meio, três artistas vêm ganhando destaque, Juliana Sinimbú, Camila Honda e Natália Matos, que exercem a função com extrema categoria. As três fazem parte da Natura Musical (que eu explico logo abaixo). Hoje este que vos fala dedica as suas palavras a essas três talentosíssimas cantoras.

A cantora paraense Juliana Sinimbú, aposta da nova cena musical de Belém, lança o seu 1º álbum, intitulado Una. Talentosíssima, Juliana sempre viveu cercada pela música, coleciona em seu currículo diversos shows e já esteve ao lado de outros artistas. Representando o país na França (2009, percorreu cinco capitais brasileiras, por meio do projeto Conexão Vivo (2011/2012). O álbum conta com a participação de Otto, João Donato, Donatinho, que também produziu o álbum, Alberto Continentino, dentre outros. Nesse trabalho Juliana utiliza da sua sensibilidade e talento, sendo ela a compositora de todas as canções de seu álbum. Confira um pouco do trabalho da cantora, assistindo ao vídeo clipe “Para Um Tal Amor”.

 

Para Um Tal Amor  

A próxima da lista é a cantora Camila Honda. Camila conduz as 10 faixas do disco com segurança e suavidade, caminhando entre o pop, o folk, o erudito, a música popular brasileira e o regionalismo com muita naturalidade. Multifacetada, Camila além de cantar, por 12 anos dedicou-se a dança e chegou ainda a fazer teatro, e foi no teatro musical que cantora teve influências dos Beatles, Bob Dylan e da Bossa Nova. O lado compositor floresceu como tudo em sua vida, em um processo natural. “Reflexo Sentimental” é uma composição própria. sobre pensamentos e relacionamentos antigos. “São coisas que todo mundo passa na vida, uma vez ou outra”, defende. O objeto das demais músicas é universal aos que fazem e ouvem música: o amor. “É o tema mais comum de todos os tempos”. Abaixo você confere uma canção gravada por Camila, presente do artista plástico Jorge Eiró, que enviou a letra pela rede social Facebook e pediu para que Camila Honda fizesse a melodia. “Foi muito fácil fazer a música”, reconhece a cantora. Confira a canção Nightinlady.

Nightinlady –

Natália Matos, talentosa, estudou canto popular na ULM com as professoras Magali Mussi e Ciça Baradel.  Em 2011 ganhou, em São Paulo, o primeiro lugar na etapa regional do Festival da Canção Francesa, cantando a música “Ces petis riens” de Serge Gainsbourg e desde setembro, participa, como convidada do grupo Os náuticos, do espetáculo “Eros – Poesia e Música”, já apresentado no SESC Pompéia,  comprovando a beleza de suas escolhas musicais e sua lapidada interpretação. A cantora lança seu primeiro disco, com patrocínio do programa Natura Musical. O repertório inclui sambas, ijexás, valsas, baiões, lundus e forte influência da música paraense. A artista busca em sua identidade as raízes da sua terra natal. Ritmos amazônicos com um toque de urbanidade, agregando o moderno ao tradicional.

Você me ama, mas – 

As três artistas estão no projeto Natura Musical. E o que é a Natura Musical? O projeto patrocina diversas iniciativas que valorizam o diálogo entre ritmos, revelando nossa alma brasileira com criatividade e excelência artística. O projeto deu início em 2005, e a partir de 2012, a Natura Musical amplia ainda mais o seu alcance e oferece novas oportunidades para artistas e produtores. Agora há cinco editais de seleção de projetos para patrocínio, sendo 2 nacionais com uso de Lei Rouanet, e 3 regionais – em Minas Gerais, Bahia e Pará – com uso de leis estaduais de incentivo à cultura.

Mais sobre as cantoras você encontra em nosso site http://www.tratore.com.br

South By Southwest: Atrações Brasileiras da Tratore

Começou na última sexta-feira, dia 8 (e vai até o dia 17 de março), um dos festivais mais tradicionais da cidade de Austin, no Texas: o South By Southwest, conhecido também por SXSW. Desde 1987, o festival leva música e cultura pra mais de 20 mil pessoas por ano. Em datas específicas, o festival é dividido em três partes: Interatividade (8 a 12 de março), festival de filmes (8 a 16 de março) e festival de música (12 a 17 de março). E ainda fecha com pequenos eventos fora da programação oficial em praças diferentes, sempre com o carimbo do festival. Isso tudo com muitos patrocinadores.

Na parte de interatividade, há espaço para palestras e entrevistas sobre os mais variados assuntos. Só no ano passado, foram feitas mais de 900 palestras em cinco dias de evento, e foram debatidos diversos temas como política, trabalho, dinheiro e tecnologia. No festival de filmes, há um grande espaço para novos diretores mostrarem seus trabalhos. E na parte musical, vários artistas renomados e novos talentos já apareceram por lá. Nesse ano, o festival abrirá espaço para a música brasileira, e alguns artistas da Tratore estarão lá! Quer saber quais? Então olha só a seleção que a gente separou pra vocês conferirem:

ATTOMICA

A banda é de São José dos Campos (SP) e está na ativa desde 1985. Referência no metal brasileiro, criou uma forte influência com o thrash metal crescente no Brasil nos anos 80. No começo da carreira, tiveram a ideia de ser a banda mais rápida do mundo, e criar riffs e batidas nunca antes tocadas. A Tratore distribui dois álbuns da Attomica, sendo um de 1991, o Disturbing The Noise, considerado um de seus maiores sucessos, e o outro Attomica IV, o mais recente álbum da banda, lançado em 2012.

Disturbing The Noise (1991)                                      Attomica IV  (2012)  

                    

FRESNO

A banda gaúcha chega ao Texas para mostrar o seu mais novo trabalho: Infinito (2012) é o sexto álbum da banda, e sela a volta da Fresno ao cenário independente. As faixas são mais elaboradas, misturando trechos orquestrais e coral de crianças com o seu já conhecido rock progressivo.  

Infinito (2012)

LU HORTA

Grande destaque como percussionista corporal, Lu Horta faz parte do grupo Barbatuques lançando dois cds e um dvd, e participou de vários trabalhos do circuito artístico paulistano, como a gravação de dois cds de Luiz Gayotto e a composição de músicas para algumas peças de teatro. Em 2003, lançou seu primeiro cd em carreira solo, batizado somente como “Lu Horta”, com canções de sua própria autoria e algumas inéditas de Chico César e Arnaldo Antunes. Em 2009, lança seu segundo cd com o nome de “Paraíso Eu”, dessa vez com melodias pop misturadas a batidas eletrônicas. No ano passado, a cantora lançou o single “Não Se Cale” em homenagem à campanha pela não violência contra a mulher, já que a capa do seu primeiro cd estava sendo usada mundialmente para promover a campanha.

Lu Horta (2003)                                                           Paraíso Eu (2009)  

                    

Não Se Cale (2012)

MARCELO FRUET E OS COZINHEIROS

Outro talento de Porto Alegre, Marcelo Fruet já produziu discos para outros artistas e criou trilhas sonoras para TV e cinema. Já gravou dois cds e tocou em diversos festivais no Brasil e no exterior com os músicos de sua banda: Nicola Spolidoro (guitarra), Leonardo “Brawl” (baixo), André Lucciano (bateria) e Lúcio Chachamovich (violões). Em seu último trabalho, AIÓN, distribuído pela Tratore, Fruet mescla MPB com rock.

AIÓN (2012)

GANG DO ELETRO

Uma das bandas mais influentes do cenário musical paraense, a Gang do Eletro é formada pelos músicos Waldo Squash, Marcos Maderito, Keila Gentil e William Lov, e tem como base em seu repertório o eletromelody, que seria uma fusão do tecnomelody tradicional do Pará com o dance europeu. O grupo usa e abusa dos efeitos mixados em computador e realiza shows com direito a DJ e tudo.  No catálogo da Tratore, a banda está presente na coletânea Terruá Pará Vol 2, que reúne os melhores artistas do estado do Pará.

Terruá Pará Vol 2 (2012)

  

CONSTANTINA

A música instrumental é o forte do grupo Constantina, formado pelos músicos André Veloso (teclados e sintetizadores), Bruno Nunes (guitarra), Daniel Nunes (bateria), Gustavo Gazzola (guitarra), Lucas Morais (trompete), Thiago Vieira (baixo) e Túlio Castanheira (vibrafone e percussão). Seu repertório tem influências do regionalismo brasileiro, com arranjos fortes de guitarra e interferências eletrônicas. A canção “Cubo Mágico” está presente no álbum Dis1: Nova Música experimental, Novos artistas visuais, distribuído pela Tratore.

Dis1: Nova Música experimental, Novos artistas visuais (2010)

Bacana né? A gente fecha esse post com um vídeo que mostra um pouquinho do que o festival promete para esses 9 dias de puro entretenimento e cultura.

100 Anos de Luiz Gonzaga

Hoje, 13 de Dezembro de 2012, é o centenário de nascimento do mestre Luiz Gonzaga, comumente conhecido como Gonzagão. Dentre as inúmeras comemorações desse grande bastião da música genuinamente brasileira, destacam-se alguns discos distribuidos pela Tratore que reverenciam, direta ou indiretamente, o mestre da sanfona. Responsável por popularizar ritmos como o forró, o xote, o xaxado e o baião Luiz Gonzaga teve influencia indiscutível na produção musical brasileira de ontem e de hoje.

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Recentemente fizemos uma entrevista com Gereba Barreto, que organizou, dirigiu e produziu o disco “Luas do Gonzaga”, que com base em composições instrumentais de Luiz Gonzaga das décadas de 40 e 50, chamou importantes letristas e músicos para transforma-las em canções. Veja a entrevista na íntegra para entender melhor o trabalho.

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Outro disco feito apenas com composições de Luiz Gonzaga é do duo Guilherme Ribeiro e Mateus Sartori, Que Se Deseja Rever. O inusitado desse disco é que as versões das composições do mestre da sanfona são interpretadas apenas com piano e voz, conseguindo nessa dupla pontuar a diversidade ritmica no repertório de Luiz Gonzaga.

Fora esses dois discos gravados especialmente para o rei do baião, a influência de Gonzagão é indiscutivel na música brasileira. Fizemos uma lista de discos da Tratore que provavelmente não existiriam sem a contribuição da sanfona de Luiz Gonzaga.

Clique no nome dos discos para acessar sua página no site da Tratore e ouça as prévias:

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Oswaldinho do Acordeon – Forró Chorado
“Forró Chorado” nasceu da curiosidade de Oswaldinho, um dos maiores discípulos de Gonzagão: como seria o bom e velho chorinho tocado em ritmo de forró? Produzido por Thiago do Espirito Santo e com participações de Bia Goes, Ricardo Valverde, Washington Luiz, Ari Silva, Kacá Albuquerque e Alexandre Gaiotto.

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Zé Calixto – Poeta da Sanfona
Disco feito em comemoração dos 50 anos de carreira de Zé Calixto, ele mostra que aos 72 anos esse legítimo poeta da sanfona ainda estava som o pleno controle de sua sanfona reconhecida pela excelência no fole de oito baixos.

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Trio Nordestino
Relançamento da gravação de 1979 de um dos mais importantes grupos de forró. Trio nordestino, mais conhecido pelo sucesso da canção “Procurando Tu” apresenta doze faixas do mais puro forró de raiz nessa gravação histórica.
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Teresa Maria – Xote pra lad chiq
Quarto disco de Teresa Maria, Xote pra Lad Chiq continua o trabalho de mesclas de ritmos da cantora e compositora que mistura bossa, flamenco, jazz, blues, baiãi, xote, candombe, murga e samba nesse disco múltiplo e brasileiro.

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Fim de Feira – De Todo Jeito a Gente Apanha
De Todo Jeito a Gente Apanha , segundo disco do Fim de Feira, é soma de influências de seus integrantes. O repertório é uma feira livre, onde há de um tudo. A riqueza rítmica de pernambuco, é explorada com primor pela banda. O disco conta com participações especiais de Elba Ramalho na balada “Canário Miudinho”, o veterano Silvério Pessoa no ligeiro “Côco Veloz”, a jovem revelação Gabi na faixa “De Onde Vem o Sossego” e o rapper Zé Brown, da pioneira banda de rap Faces do Subúrbio no suingue de protesto “Preso 137”.

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O Melhor do Forró de São João

O disco com 14 faixas de compositores como; Dominguinhos, João Bosco, Oswaldinho do Acordeon e Anastácia. Interpretadas por: Trio Nordestino, Zé Cupido, Dominguinhos, Severino Januário, Anastácia, Manoel David, Oswaldinho do Acordeon, Zé Cupido e Bolão.

Tratore Ano a Ano: 2012

Thiago Pethit – Estrela Decadente

Dois anos depois de sua estréia em Berlim, Texas Thiago Pethit apresenta seu segundo CD, Estrela Decadente. Nesse disco autoral (quase todas as faixas são de composição do cantor) produzido por Kassin, Pethit mostra um trabalho mais maduro e menos intimista que seu disco de estréia. Com um maravilhoso projeto gráfico na direção de arte de Pedro Inoue, Pethit teve a ajuda de amigos como Camila Lordy, Cida Moreira, Kassin, Mallu Magalhães, Pedro Pena e Renata Bastos e Stephane San Juan. Além dos ótimos arranjos de Kassin, o que chama a atenção é a voz de Pethit que passeia com facilidade entre versos em inglês e português, o que poderia ser um problema na concepção de um álbum bilíngue acaba virando um instrumento útil nas composições do cantor. Artifício que se mostra muito bem em seu dueto com Mallu Magalhães “Perto do Fim”. Sem se prender a um gênero musical fechado o disco mescla música de cabaret, jazz e rock, se assumindo nesta indefinição ao mesmo tempo que  se revela um trabalho extremamente coeso.

Pau Brasil – Villa-Lobos Superstar

Nesse incrível projeto o quinteto instrumental Pau Brasil se juntou ao quarteto de cordas Ensemble SP e ao cantor Renato Braz para fazer releituras de obras de Villa-Lobos, projeto esse que ficou registrado no CD Villa-Lobos Superstar. O disco trabalha com o melhor de distintos gêneros, da música erudita e jazz à música popular tão pesquisada e incorporada na obra de Heitor Villa-Lobos. O resultado foi um excelente show onde essas três vertentes, o quarteto, o ensemble e o cantor, se juntam para apresentar novas leituras de conhecidas obras de Villa-Lobos como, Modinha, algumas Bachianas e Cair da Tarde.

Bruna Caram – Será bem-vindo qualquer sorriso

Mesmo tendo chegado no final do ano, o aguardado terceiro álbum de Bruna Caram despontou como um dos maiores sucessos de venda do ano de 2012. Em seu terceiro disco Bruna Caram traz um repertório brasileiro e contemporâneo, apresentando com sua voz arranjos produzidos por Otávio de Moraes. O repertório é variado e contém apenas composições inéditas de grandes compositores brasileiros como: Zé Rodrix, Jorge Ben Jor, Djavan, Pedro Luís, Caê Rolfsen, Mallu Magalhães e Herivelto Martins. A suave voz de Bruna floreia entre os variados ritmos desse leve disco que apresenta o melhor da atual música brasileira.

Veja os parceiros da Tratore que vão tocar no Lollapalooza 2013!

Essa semana foi revelado o line up do Lollapalooza 2013! Nos dias 29,30 e 31 de Março, as mais de cinquenta atrações musicais se apresentam no Jockey Club, em São Paulo. A previsão da produção é de um público de 70 mil pessoas por dia no festival. A Tratore, como maior distribuidora de música independente do Brasil, não poderia ficar de fora dessa festa.  Nessa próxima edição três artistas distribuídos por nós vão se apresentar, são eles: CrioloLudov e Tokyo Savannah. Segue a lista dos últimos lançamentos de cada um desses artistas.

Criolo – Nó Na Orelha

Criolo é indiscutivelmente um dos maiores sucessos dos últimos anos. Seu disco de estréia, Nó na Orelha, fica constantemente entre os discos mais vendidos da Tratore e ficou no topo da maior parte das listas de melhores discos do seu ano de estréia, 2011. Ano que também ganhou o maior número de prêmios no VMB, um dos principais prêmios da música produzida no Brasil.

Ludov – O Paraíso

Ludov atualmente tem 4 discos em distribuição com a Tratore. O seu mais recente disco é o EP O Paraíso, lançado em formato físico de maneira bem interessante. O EP foi lançado em um formato inusitado, ao invés da midia do CD foram feitos Pendrives que além das faixas também contém um making off da gravação e produção do EP.

Tokyo Savannah

O primeiro disco da banda paulistana Tokyo Savannah apresenta um rock vigoroso, são 13 músicas próprias produzidas por Jesus Sanchez da banda Los Pirata. No formato de Power Trio, a banda promete ser um dos shows mais energéticos do festival, apresentando o bom e velho Rock com guitarras distorcidas e vocal potente com referências à Stooges, Sonics, Stray Cats e Ramones.

Tratore Ano a Ano: 2007

Pato Fu – Daqui Pro futuro

Em 2007 uma das mais importantes bandas alternativas do Brasil passou pela Tratore. O pop suave e experimental do Pato Fu entrou na nossa distribuição com o disco “Daqui Pro Futuro”. Nono disco da banda ele foi totalmente gravado no estúdio da banda, mostrando o melhor das principais facetas da banda em pleno controle da produção. Misturando gravação orgânica com eletrônica o álbum revela um impressionante cuidado com os timbres delicados e precisos que fazem um ótimo trabalho com a suave voz de Fernanda Takai. Todas as faixas foram produzidas por John Ulhoa, guitarrista e principal compositor da banda.

Cristina Buarque e Terreiro Grande – Ao Vivo

Esse ano também foi importante para a música brasileira pelo encontro de Cristina Buarque com o grupo paulista Terreiro Grande. Focados em resgatar o verdadeiro samba de terreiro e as composições de grandes mestres do autêntico samba, raramente escolhidas para compor o disco dos intérpretes contemporâneos, o disco é um extenso passeio pelo melhor do samba de raiz. O ótimo trabalho de captação do show destaca a voz tanto de Cristina quanto do grupo Terreiro Grande, que canta com emoção grandes clássicos do samba de raiz, o resultado são 37 faixas que chamam atenção pela energia e vigor das apresentações.

Vinícius de Moraes – Vinícius em Portugal

Um dos maiores sucessos da Tratore em 2007 não foi um disco de música, mas de poesia. Nesse histórico relançamento do Selo Festa é apresentada a voz de Vinicius de Moraes declamando a própria poesia num recital que aconteceu na Livraria Quadrante, em Lisboa. O CD impressiona não só pelos comentários do próprio poeta sobre a sua obra mas algo que não costuma acontecer entre os literatos, Vinicius tinha uma ótima voz e entonação na hora de declamar sua própria poesia. São dez poemas declamados por Vinicius, destaque para o último “Sob o Trópico de Câncer”, obra até então inédita do artista apresentada pela primeira vez pela própria voz e não através da palavra escrita. O disco físico infelizmente está fora de catálogo, mas como a grande maioria do catálogo da Tratore ele está disponível em formato digital.