ISRC: Tudo o que você precisa saber

ISRC é a sigla de International Standard Recording Code, ou “código de gravação padrão internacional”: ele serve para identificar a gravação específica de uma música, chamada de fonograma. A execução pública de um fonograma (rádios, bares, shows, etc.) é identificada através do ISRC.

Eu preciso dos ISRCs para a distribuição física e digital das minhas músicas?

Sim; os ISRCs são obrigatórios para a prensagem do seu CD. Além disso, todas as lojas digitais precisam que as faixas tenham seu próprio código, o que serve para controlar a disponibilidade e as vendas nas plataformas de streaming e download.

Quem pode gerar os ISRCs para as minhas faixas?

No Brasil, os responsáveis por gerar e controlar os ISRCs são as sociedades arrecadadoras, como a Abramus, Amar, UBC, Socinpro, Sbacem, Assim e Sicam. Por intermédio delas, você pode gerar os códigos para as suas músicas e saber como e quando suas músicas são executadas publicamente para recolher os devidos direitos. Depois de se associar a uma sociedade arrecadadora, ela vai disponibilizar um programa para seu computador, no qual você mesma | mesmo gera seus próprios ISRCs sem custos. O processo todo leva cerca de duas semanas e. depois disso, a geração dos códigos é quase imediata.

A Tratore pode gerar os ISRCs para mim?

Sim. Podemos emitir ISRCs temporários, caso a distribuição de um álbum, EP ou single seja apenas digital. Como o intuito do ISRC temporário é uma mera formalidade para a identificação da faixa e não gera créditos de execução pública, não existe problema em fazermos isso; mas, se você acredita que o fonograma terá execução pública em rádio e TV, ou se precisa do código para incluir em um CD físico, o ideal é seguir os passos descritos acima e se cadastrar em uma sociedade arrecadadora. Neste caso, após gerado o ISRC definitivo, volte ao cadastro da respectiva faixa e acrescente os números no Fonomatic.

Para a distribuição física, recomendamos que os ISRCs não sejam gerados por terceiros. O código serve para identificar o produtor fonográfico, ou seja, quem é a dona | o dono daquela faixa, além de controlar como e quando o fonograma é executado publicamente (em emissoras de rádio ou TV, por exemplo). Ressaltamos que, através do ISRC, você irá recolher os direitos de execução pública.

Se você vai pedir a criação dos ISRCs para terceiros (um amigo filiado a uma sociedade arrecadadora, a empresa que fabricou seus CDs, ou um agregador digital, por exemplo) é bom saber exatamente sobre cada procedimento:

  • Ele está cadastrando a faixa junto ao ECAD e se declarando produtor fonográfico?
    Se este é o caso, ele é o dono da faixa, está retendo parte do valor devido a você pela execução pública e para o ECAD.
  • É esse mesmo o combinado?
    Se não é, peça para que ele transfira o ISRC para você, assim que estiver associado a uma sociedade arrecadadora.
  • Ele não está enviando o cadastro para o ECAD?
    Neste caso, a faixa ainda não está formalmente registrada e os direitos de execução pública ainda estão retidos. O problema é menor – basta você gerar um novo ISRC e enviar o cadastro para o ECAD.

Por isso, indicamos a filiação junto a uma sociedade arrecadadora (uma das mencionadas acima) para gerar e controlar os ISRCs de suas gravações. É um passo necessário em direção à profissionalização do músico, produtor ou selo.

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